
As cidades intermediárias acolhem 20% da população mundial e um terço da população urbana total. Estas entidades territoriais constituem um tampão fundamental contra os desafios enfrentados pelas grandes concentrações urbanas e posicionam-se como elos de uma cadeia de sistemas alimentares e espaços verdes, cada vez mais centrais e necessários para a humanidade.
Até 2050, alimentar uma população mundial de quase 10 bilhões de pessoas exigirá uma transformação radical na forma como os alimentos são produzidos, processados, comercializados e consumidos. Alimentar essa população em expansão de forma nutritiva e sustentável exigirá melhorias substanciais nos sistemas alimentares globais, regionais e locais para que possam proporcionar emprego e meios de subsistência decentes aos produtores e a todos os atores da cadeia alimentar, entregar produtos nutritivos aos consumidores e fazê-lo sem danificar nossos recursos naturais. A América Latina e o Caribe é uma região altamente urbanizada. Mais de 80 por cento de sua população reside em áreas urbanas, acima da média mundial de cerca de 56 por cento.
• Hoje, as cidades de médio porte (com até 1 milhão de habitantes) e as pequenas cidades (até 50.000 habitantes) representam a maior população e a maior taxa de crescimento até 2050. • As cidades, em geral, têm uma alta demanda por alimentos. Estima-se que os habitantes urbanos consomem até 70% do fornecimento de alimentos, e também estão envolvidos em 80% do mercado mundial de alimentos.